A taxa de empregabilidade baixou, o desemprego subiu e a maioria dos licenciados em 2010 ganhavam, dois anos depois, entre 500 e 800 euros, revela um estudo da Universidade do Porto (UPorto), a que a Lusa teve acesso.
Dois anos depois de terminarem os estudos, 15,4% dos licenciados em 2010 estavam desempregados e 38,5% trabalhavam, mas quase todos (32,5%) a ganhar «entre 500 e 800 euros», revela a investigação do Observatório do Emprego.
Cerca de 27% recebiam menos de 500 euros, de acordo com esta segunda análise sobre «O emprego dos diplomados da Universidade do Porto».
O estudo refere-se a quem concluiu o curso em 2010, foi realizado em 2012 e mostra já o impacto da crise económica na empregabilidade dos estudantes do ensino superior.
Quanto aos alunos que receberam em 2010 o grau de mestre, a maior parte (31,2%) ganhava entre 801 e 1100 euros, mas 5,2% recebia menos de 500 euros, ao passo que 15,5% auferiam entre 501 e 800 euros.
Em 2011, quando foram questionados os licenciados que concluíram o curso em 2009, a taxa de empregabilidade era 39,7%, o correspondente a mais 1,2 pontos percentuais em relação aos que terminaram o curso um ano mais tarde.
No que diz respeito ao desemprego, a diferença entre os dois grupos de licenciados é de 0,9 pontos percentuais.
O Relatório de Empregabilidade de 2010 acrescenta que 7,8% dos licenciados estavam à procura do primeiro emprego e que quase outros tantos (7,6%) tentavam encontrar novo trabalho, a maioria sem direito a subsídio de desemprego (6,6%).
Em 2010 licenciaram-se na UPorto 1626 pessoas, mas apenas 808 responderam ao inquérito, o que corresponde a uma taxa de 49,7%, explica-se no documento.
Entre os mestres e os alunos que concluíram mestrados integrados em 2010, a situação perante o emprego é mais favorável, mas mostra a mesma tendência de agravamento no ingresso e permanência no mercado de trabalho.
Assim, em 2012 estavam empregados 71% dos mestres e alunos de mestrado integrado com o curso concluído em 2010 (mais 32,5% do que no caso dos licenciados).
O desemprego afetava 12% destes alunos: em 2012, 6% dos mestres procuravam o primeiro emprego, enquanto 6,1% procurava novo trabalho (4,4% sem subsídio de desemprego).
Estavam a «recibos verdes» 9,4% e 33,3% tinham contrato de trabalho a termo.
Em 2010, do total de 3.164 mestres ou alunos com mestrados integrados responderam às perguntas do Observatório 1638 pessoas, ou seja 51,8%.
Se tomarmos em consideração os licenciados em 2004-2005, outro estudo feito em 2011 pelo Observatório do Emprego concluiu pela existência de uma taxa de empregabilidade de 84%.
Entre os alunos analisados em 2011, cerca de cinco anos depois de concluírem o curso e os que terminaram os estudos em 2010, investigados dois anos depois, existe uma diferença de 45,5 pontos percentuais na taxa de emprego.
O desemprego subiu 9,4 pontos percentuais.
Divulgada no início de 2012, a investigação da UPorto sobre os licenciados em 2004-2005 concluiu que, entre os inquiridos trabalhadores, 62% nunca tiveram mais do que um emprego e 52% nunca estiveram desempregados desde que concluíram os estudos.
Seguro propõe que seja UE a pagar subsídios de desemprego
Líder do PS defende "uma política europeia de progressiva mutualização" do subsídio de desemprego, na sua moção de estratégia ao XIX Congresso, hoje divulgada no site oficial do partido.
Cristina Figueiredo
Proposta de Seguro traz subentendida a necessidade de uma maior solidariedade por parte das instituições europeias para com os países sob assistência financeira
Nuno Veiga/Lusa
António José Seguro quer "uma política europeia de progressiva mutualização dos sistemas de apoio ao emprego e de combate ao desemprego, em particular do subsídio de desemprego". Trocado por miúdos, quer isto dizer que o líder socialista defende que, a partir de determinado montante, seja a União Europeia a arcar com os custos dos subsídios de desemprego.
A proposta, que traz subentendida a necessidade de uma maior solidariedade por parte das instituições europeias para com os países sob assistência financeira, é uma das poucas novidades do texto doutrinário com com que António José Seguro se apresenta a votos aos militantes socialistas, nas eleições internas marcadas para o próximo 13 de abril.
A moção, intitulada "Portugal tem futuro", tem por base o Documento de Coimbra - que selou o "entendimento" entre Seguro e António Costa, aprovado por unanimidade pela Comissão Nacional de 10 de fevereiro. Com algumas novas propostas e um capítulo inteiro de forte crítica ao Governo.
Seguro acusa o Executivo liderado por Passos Coelho de ser "um Governo impreparado", de não ter acertado uma previsão e falhado todos os objetivos, de estar "de costas viradas para os portugueses", de negar a realidade e recusar as propostas do PS para a saída da crise.
Sem ser propriamente novidade - há muito que Seguro assume o seu europeísmo convicto -, o líder socialista fala, preto no branco, numa "Europa federal" e pede a aprovação de um novo Tratado Europeu, assente num "federalismo fiscal".
Termina a chamar a atenção dos militantes para o facto de a eleição do secretário-geral e o próximo congresso serem "dois momentos da maior importância política para a vida do partido e do país": "ao elegermos o novo secretário-geral escolhemos também o candidato do PS a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas; e ao elegermos os delegados aos XIX Congresso, optamos por uma determinada orientação estratégica para os próximos anos", escreve.
Destruição de 205 mil postos de trabalho em 2012 empurra emprego para nível de 1995
(Reuters/Arquivo)
(Reuters/Arquivo)
(Reuters/Arquivo)
(Reuters/Arquivo)
A economia portuguesa destruiu mais de 205 mil empregos só no ano passado, levando o número de empregos na economia para o nível mais baixo dos últimos 17 anos, de acordo com os dados hoje divulgados pelo INE.
No final de 2012 o total de emprego (em contas nacionais) ascendia a 4.655,6 mil pessoas, menos 205,6 mil que o registado no final de 2011, segundo os dados divulgados nas Contas Nacionais Trimestrais e Anuais Preliminares de 2012. Este valor tem vindo a cair desde 2006, com uma ligeira melhoria no ano de 2008 para voltar a cair logo de seguida de forma pronunciada. Desde essa altura que a economia já destruiu mais de 490 mil empregos. O número de pessoas empregadas caiu para o nível mais baixo desde o quarto trimestre de 1995, quando o número de empregos estava nos 4.553,7 mil, mas numa fase ascendente.
Emprego: Novas regras para os jovens desempregados
Por Diogo Martins - jpn@c2com.up.pt
O Governo decidiu rever as regras do programa "Impulso Jovem". Deixa de existir tempo mínimo de inscrição no centro de emprego, os estágios passam a ter mais tempo de duração e a faixa etária aumenta para os 30 anos.
Numa altura em que o desemprego jovem atinge limites recorde, o Governo decidiu rever os cânones do programa "Impulso Jovem". Assim, os jovens já não têm de estar inscritos no centro de emprego com, pelo menos, quatro meses de antecedência, e os estágios passam para os 12 meses de duração. O fator idade também foi tido em conta, já que foi alargado para os 30 anos. No entanto, a maior comparticipação dos apoios continua a ser para menores de 25 anos.
Em declarações à Rádio Renascença, Miguel Relvas, fala num crescimento de 40% de adesões. O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares adianta que, desde a alteração das regras, o programa teve um crescimento na ordem dos 7.500 jovens em estágios profissionais, sendo o principal objetivo "chegar às 90 mil adesões", diz.
O ministro refere, ainda, que o Governo "não exige a criação de emprego permanente, mas é fundamental que as empresas se empenhem". Miguel Relvas acrescenta que estas medidas são como uma preparação prévia para que as empresas, futuramente, e com mais confiança, possam contratar estes jovens.
Lusa01 Mar, 2013, 11:38 / atualizado em 01 Mar, 2013, 11:40
A taxa de desemprego na zona euro subiu ligeiramente em janeiro de 2013 em relação ao mês anterior, de 11,8 para 11,9%, tendo Portugal aumentado três décimas, para os 17,6%, segundo dados hoje revelados pelo Eurostat.
Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de desemprego nos 27 Estados-membros foi de 10,8% em janeiro, um ligeiro agravamento em relação aos 10,7% de dezembro de 2012.
Na comparação homóloga - com janeiro de 2012 -, as taxas de desemprego registaram subidas mais significativas na zona euro (era de 10,8%) e na UE (era de 10,1%).
Em Portugal, a comparação anual mostra uma subida de 2,9 pontos percentuais (era de 14,7% em janeiro de 2012).
Na comparação mensal, Portugal apresenta a terceira taxa de desemprego mais elevada, depois da Grécia (27,0% em novembro de 2012) e da Espanha (26,2%).
As taxas mais baixas verificaram-se na Áustria (4,9%), Alemanha e Luxemburgo (5,3% cada) e ainda na Holanda (6,0%).
Na comparação anual, o Eurostat revela que a taxa de desemprego subiu em 19 Estados-membros, baixou em sete e manteve-se estável na Dinamarca.
Comparando homologamente, as taxas de desemprego mais baixas observam-se na Estónia (de 11,1% em dezembro de 20122 para 9,9% em dezembro de 2012), Letónia (15,5% no quarto trimestre de 2011 e 14,4% no último quarto de 2012), na Roménia (7,4% em janeiro de 2012 e 6,6% em janeiro de 2013) e Reino Unido (8,3% em novembro de 2012 e 7,7% em novembro de 2012.
As maiores subidas foram registadas na Grécia (20,8% em novembro de 2011 e 27,0% em novembro de 2012), Chipre (9,9% em janeiro de 2013 e 14,7% em janeiro de 2013), Portugal (de 14,7% para 17,6% no mesmo período) e em Espanha (de 23,6% para 26,2%).
Segundo as estimativas do Eurostat, estavam, em janeiro de 2013, 26,217 milhões de pessoas desempregadas na UE, 18,998 milhões das quais nos 17 países da zona euro.
O número de desempregados aumentou em 220.000 na UE e 201.000 na zona euro entre dezembro de 2012 e janeiro deste ano.
Na comparação anual a subida é de 1,890 milhões na UE e de 1,909 milhões na zona euro.
O desemprego juvenil atingia, em janeiro, 5,732 milhões de pessoas com menos de 25 anos na UE e 3,642 milhões na zona euro.
Nas previsões de inverno, divulgadas em fevereiro, a Comissão Europeia estimou que o desemprego atinja, este ano os 12,2% na zona euro (em novembro, Bruxelas estimara uma taxa de 11,8) e os 11,1% na União Europeia (no outono a projeção era de 10,9).
Para Portugal, os números de janeiro ultrapassam a previsão de 17,3% que a Comissão Europeia apresentou para este ano.
Sooqini.com, uma plataforma eletrónica imaginada pelo português Tiago Mateus para encontrar pessoas que façam pequenos serviços em Londres, pode beneficiar compatriotas recém-chegados à capital britânica a encontrar «mini-empregos».
Esta é a convicção do fundador e diretor comercial desta «start-up», a quem surgiu a ideia há um ano e meio, quando trabalhava «num outro negócio em que tinha sempre muita coisa para fazer e procurava meios para poupar tempo».
Frustrado com a falta de alternativas, avançou ele próprio com a solução: «Uma plataforma de tarefas, onde a pessoa pode rapidamente contactar alguém para fazer algo que quiser ao seu preço».
De um lado, descreve o responsável, estão «profissionais que normalmente pedem a outras pessoas para fazerem pesquisas, que não desejam fazer no Google, algum 'data entry' [tarefas administrativas] de pouco valor», limpezas, entregas ou até montar móveis.
Oferecem um valor que estão dispostos a pagar, que é depois licitado como num leilão pelas pessoas interessadas, em geral estudantes ou profissionais com tempo disponível.
Tiago Mateus acredita que tem algumas vantagens sobre as agências de trabalho ou sites de Internet e pode ajudar emigrantes recém-chegados a Londres e com dificuldade em arranjar trabalho.
«É uma oportunidade para uma pessoa nova ou um cidadão londrino vender qualquer habilidade que tenha, seja condutor de automóvel, seja bom em limpeza ou bom cozinheiro», exemplifica.
A avaliação feita no final, vinca, «pode criar uma reputação que pode ajudar a criar um outro emprego part-time [tempo parcial] ou full-time [tempo inteiro]», fora ou dentro da comunidade portuguesa em Londres.
«Hoje em dia há pessoas que estão a usar isto, a ganhar centenas de libras por semana, e há outras estão a poupar muito tempo, média duas a três horas por dia. O custo trabalho baixou em média 40-50 por cento do preço de mercado», calcula Tiago Mateus.
Desde setembro de 2012, o Sooqini.com já conta com cerca de 10 mil utilizadores, desde pequenas e médias empresas, a estudantes ou profissionais liberais.
A empresa nasceu em 2011 no seio da Tech City, um centro de empresas tecnológicas no leste de Londres, e tem atualmente 11 trabalhadores.
Lançada com «dezenas de milhar de libras de amigos e família» dos três fundadores, Mateus, Raj Singh e Nick Bransby, a empresa procura agora financiamento «na ordem dos seis dígitos» [centenas de milhar].
O objetivo é multiplicar por dez o número de utilizadores nos próximos seis a nove meses, escreve a Lusa.
Emprego: 600 vagas disponíveis nas "Melhores Empresas para Trabalhar"
Por Catarina Vilhena - jpn@c2com.up.pt
Aquelas que foram consideradas as "Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal em 2013" estão a oferecer contratos de trabalho e estágio. Ao todo, são 600 vagas disponíveis, previsão que pode aumentar.
Na publicação de fevereiro da revista económica "Exame" foi divulgado o ranking anual das "Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal em 2013". A competição teve 100 candidatos, mas o pódio pertence à Xerox, à RE/MAX e à Dell. A novidade é que estas empresas estão a recrutar. Há 600 vagas disponíveis distribuídas pelas melhores empresas para trabalhar no país.
No caso da Xerox, a empresa está a realizar um processo de recrutamento para o Global Delivery Center (GDC), mas não avança o número de vagas disponíveis. Já a RE/MAX apresenta 250 postos para serem preenchidos por empreendedores, dado que são lugares de trabalho à comissão.
A Pricewaterhouse Coopers prevê a contratação de 120 a 170 pessoas até setembro, das quais 20 a 30 vagas são contratos de estágio. Na Rhmais, os lugares são para contratos de trabalho e procuram 90 colaboradores. Com 60 vagas, a SAFIRA disponibiliza contratos de trabalho permanente.
O número 30 pertence à Gatewit, com 30 vagas de emprego, 30 vagas de estágio de verão e deixam de sobra 10 estágios curriculares, com possibilidade de integrar a empresa. A SISCOG-Sistemas Cognitivos procura analistas programadores, testadores de software, técnicos de suporte informático e secretárias de administração ou direção para preencherem 25 lugares novos.
Oito destinos no estrangeiro com ofertas de emprego
28 Fevereiro 2013, 08:00 por Paulo Moutinho |
O Negócios pediu às embaixadas as profissões onde existe oferta para estrangeiros. A maioria precisa de engenheiros ou profissionais de saúde, mas também há lugares para pasteleiros e cabeleireiros.
Procuram-se mais de 5.000 médicos
"Existe uma grande procura por trabalhadores com licenciaturas em áreas técnicas", revela fonte oficial da Embaixada da Alemanha em Portugal. Há necessidade de engenheiros (na área da electrotécnica, máquinas e automóvel), mas também informática. No entanto, o défice é maior na área da saúde.
"Faltam cerca de 5.000 médicos nas clínicas, consultórios e hospitais alemães", diz fonte oficial. "Trabalhadores com formação profissional em áreas técnicas e na área da saúde têm elevadas taxas de empregabilidade" na Alemanha, remata. Além de haver emprego, há ainda o atractivo do salário médio na maior economia da Europa ser de 2.500 euros. E o custo de vida não é elevado.
Promessa de salários elevados num país caro
A Suíça é, já há muitos anos, um dos países de destino dos emigrantes portugueses. E continua a sê-lo. Vão em busca de oportunidades de trabalho num país em que a taxa de desemprego é de apenas 3,1%. E há várias.
"Em geral, [encontra-se emprego] na construção civil, na restauração e hotelaria, mas também na área da saúde", diz um responsável da Embaixada da Suíça em Portugal. Os salários são atractivos, rondando os 4.800 euros por mês, sendo que é preciso deduzir o custo dos seguros de saúde que são obrigatórios. Estes elevados salários permitem colmatar o custo de vida que é bastante superior ao de Portugal. A alimentação é bastante cara.
Serviços absorvem mão-de-obra estrangeira
"A taxa de desemprego está aumentar [situando-se nos 6,4%], com os sectores da indústria, da construção e do trabalho temporário em queda", alerta a Embaixada do Luxemburgo em Lisboa, lembrando que 36% do total de empregados neste sector é português. "O sector dos serviços não é tão afectado, mas as previsões (em baixa) de crescimento económico para 2012-2013 deverão limitar a criação de novos postos de trabalho", acrescenta.
Contudo, ainda há emprego nos serviços, nomeadamente no sector financeiro, seguros, comércio e restauração, bem como na saúde. O grande atractivo são os salários (mínimo de 1.874 euros brutos), mas o custo de vida no Luxemburgo deve ser tido em consideração.
Um país sem desemprego
A Noruega é um exemplo de como os países nórdicos conseguiram aguentar o impacto da crise soberana. A taxa de desemprego é uma das mais baixas do mundo: 3,5% este ano, segundo as previsões do FMI. De acordo com a resposta da embaixada em Lisboa, o país tem necessidade de emprego em várias áreas, com a engenharia à cabeça.
São exemplos a perfuração, automação, electrotécnica, mecânica, hidráulica, tecnologia marinha e arquitectura naval, instrumentação e estrutura de aço. Segundo a embaixada é conveniente saber inglês. Sendo um país do espaço Schengen, é possível permanecer durante três meses só com o cartão de cidadão. Períodos maiores obrigam ao registo na polícia.
Salários mais elevados e custos semelhantes
A Áustria tem a taxa de desemprego mais reduzida entre os países da União Europeia - 4,3% em Fevereiro -, ainda que não tenha escapado ao crescimento negativo do PIB que afectou a maior parte dos países no quarto trimestre. No entanto, o banco central austríaco prevê um crescimento de 0,5% do PIB este ano e de 1,7% em 2014.
Fonte da embaixada da Áustria em Lisboa diz que "a maior procura por trabalhadores existe na prestação de serviços e também na indústria". Mas nota que "o turismo é muito forte na Áustria, uma área em que os portugueses poderão certamente apostar no caso de falarem línguas estrangeiras e terem a qualificação profissional adequada".
4 de Maio pode ser o 1º dia do resto da sua vida
É um trabalhador qualificado e imagina-se a viver no Canadá? Marque na sua agenda o próximo dia 4 de Maio, em que será lançada uma nova edição de um programa de acolhimento de trabalhadores qualificados para o Canadá. Mudar-se para o país não é hoje tão fácil quanto no passado. É preciso licença e validação de competências para poder entrar no mercado de trabalho canadiano e a vigilância sobre imigrantes ilegais é apertada.
Mas se quiser trabalhar numa das 43 profissões que o programa procura, o processo será facilitado. Técnicos industriais, mecânicos, electricistas e mineiros são algumas das profissões (a consultar no "site" da Citizen and Immigration Canada).
À procura de empreendedores
A economia chilena continua a ser uma das mais dinâmicas da América Latina, com o FMI a prever um crescimento anual da economia na ordem dos 4,5% nos próximos cinco anos. Erwan Vargas, cônsul em Portugal, explica que o país está à procura de empresários: "O ano 2013 é o ano da inovação no Chile então há muitos apoios ao empreendedorismo e criação de empresas".
Para obter um visto de trabalho é necessário uma carta da empresa dirigida ao cônsul a explicar a contratação, contrato de trabalho carimbado pelo Ministério de Relações Exteriores do Chile. Além do Passaporte (válido por seis meses) é solicitado um certificado médico, registo criminal e um seguro de viagem.
Cidade de Maputo "está na moda"
É fácil perceber porque é que se diz que Moçambique "está na moda" quando se constata que a economia tem crescido entre 7% e 8% nos últimos anos. Diz-se que é um país mais seguro do que Angola, outro destino que tem sido visto como um "El Dorado" para emigrantes portugueses. E não só para quem quer encontrar emprego em Moçambique, também para quem quer criar um negócio naquele país.
A TAP transportou em 2012 mais 26% de passageiros. Para ter um visto de trabalho é necessário uma carta da entidade empregadora a assegurar a contratação. O visto simples custa 60 euros. Se for trabalho acresce o pagamento de selos no valor de 30 euros.
Existe uma grande procura por trabalhadores com licenciaturas em áreas técnicas. Faltam cerca de 5.000 médicos nas clínicas, consultórios e hospitais alemães Embaixada da alemanha em portugal
Os gastos com subsídios de desemprego
dispararam 33,2% em janeiro, face ao mesmo mês de 2012. Custaram aos cofres do
Estado 255,9 milhões de euros, segundo os dados da execução orçamental que foram
divulgados esta sexta-feira.
As contribuições para a Segurança Social não
ajudaram às contas, já que caíram 2,5%, para 1.239,9 milhões de euros.
Estes
valores são conhecidos depois do novo recorde da taxa de desemprego nos últimos
três meses de 2012, nos 16,9%. As estatísticas entraram com o pé esquerdo em
janeiro e tanto o primeiro-ministro como o ministro das Finanças já admitiram
rever as previsões para 2013, que apontam para uma taxa de apenas 16,4%.
Contribuições para a Segurança
Social não ajudaram às contas, já que caíram 2,5% Ainda esta
segunda-feira, a Comissão Europeia divulgou estimativas
ainda mais pessimistas, apontando para uma taxa de desemprego de
17,3%. Por isso, não admira que a despesa com subsídios de desemprego continue a
crescer e aumente ainda mais durante o ano.
Voltando aos
números da Direção-geral do Orçamento, as contribuições para a Caixa Geral de
Aposentações baixaram 13,3%, para 217,8 milhões de euros.
A despesa efetiva da Segurança Social «engordou»
7,8% (139 milhões), um valor «determinado pelo crescimento das prestações
sociais em 6% (€ 95 milhões), decorrente principalmente pelo aumento de despesa
com Pensões e Subsídio de Desemprego e Apoio ao Emprego», lê-se no boletim
mensal.
O Estado
gastou mais 2,6% com pensões no primeiro mês do ano (1.086,5 milhões de
euros), sendo que as pensões de velhice aumentaram 2,9% para 836,9 milhões, as
de sobrevivência 3% para 148,5 milhões e as de invalidez 0,1% para 101
milhões.
Registou-se, igualmente, uma subida nos gastos
com ações de Formação Profissional, em 36,2% ou 44,2 milhões para 122 milhões de
euros.
À exceção do Rendimento Social de Inserção
(-17,2%), do Complemento Solidário para Idosos (-2,2%), dos apoios aos antigos
combatentes (-83,4%) e da ação social (-0,5%), todas as outras despesas
prestações sociais aumentaram em janeiro, emagrecendo os cofres da Segurança
Social.
A importância do trabalho, vai para além das necessidades de produzir mais valias económicas, pois envolve necessidades humanas individuais, produzindo o Homem bens, que promovem o seu desenvolvimento pessoal, familiar e colectivo
O trabalho desempenha um papel fulcral na estruturação do ser humano, determinando o seu bem estar psicológico, físico, social e até moral, e a relação homem/trabalho não tem apenas efeito de equilíbrio pessoal, mas imprime marcas civilizacionais e culturais a um país.
O primeiro acto histórico que distinguiu o Homem dos outros animais foi a capacidade que o Homem tem de produzir, de transformar objectos em produtos, esforçando-se por melhorar a qualidade da sua vida e na medida em que isso acontece, o homem contribuiu para melhorar a vida da comunidade em que se insere e portanto o trabalho é de vital importância para o ser humano e para as sociedades, dado que o homem aprende a ser humano.
Os últimos dados do INE indicam que Portugal tem 870 mil desempregados, sendo 500 mil de longa duração e entre os jovens a taxa de desemprego aproxima-se dos 40% mais 25 mil só no último trimestre, tendo-se destruído num ano, quase 200 mil empregos.
O ano de 2012 encerrou com os seguintes resultados: mais desemprego, menos receita fiscal e mais dívida pública, e com investimento negativo de menos de 15%. Esta situação dramática pode colocar em risco a própria democracia, bastando para tal recuarmos aos finais da Primeira República para concluirmos isso.
Os jovens não têm trabalho porque não há empregos novos em Portugal, os menos jovens com 40, 45 anos que são despedidos engrossam os desempregados de longa duração, a maioria oriundos da construção civil, da restauração, dos pequenos negócios pois o Governo com medidas várias tem destruído esses sectores de actividade.
Estes despedidos, com pouca qualificação, não têm tido formação profissional pois há uma completa indefinição uma subalternização da educação de adultos e da sua formação profissional.
Joaquim Valente
Temos o dever de chamar a atenção de toda a sociedade para a emergência de tomadas de posição para o dramatismo que representa hoje o desemprego e encará-lo com naturalidade ou como um meio necessário para a autorregulação dos mercados ou como uma forma de se ganhar competitividade externa, é desrespeitar despudoradamente a mais elementar dignidade humana.
Sabemos que não vivemos no melhor dos mundos, longe disso, mas numa política de proximidade assistimos ao definhar do tecido económico e da população o que não é casuístico, antes atitudes programadas e desejadas e correspondem a uma visão política da economia e da sociedade por parte do actual Governo e o pior de tudo é que os efeitos destas medidas não se apagam facilmente.
Que fazer? Como escreveu o Filósofo e Pai do Conservadorismo Anglo-Americano Edmund Burke: “Tudo o que é necessário para o triunfo do mal é que os homens não façam nada. Que cortem a cabeça ao peixe, que o deitem fora e arranjem outro”!
A taxa de desemprego da Zona Euro deverá manter-se acima dos 12% nos próximos dois anos. Grécia e Espanha registaram, em 2012, a taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, superando os 24%. As estimativas para este ano agravam-se.
A Grécia e a Espanha foram os países que registaram a taxa de desemprego mais elevada de toda a União Europeia. A Espanha registou uma taxa de desemprego de 25%, em 2012, e a Grécia de 24,7%, de acordo com o Boletim de Inverno da Comissão Europeia, divulgado esta manhã.
Já União Europeia registou, em 2012, uma taxa de desemprego de 10,5% e a Zona Euro de 11,4%. As previsões de Bruxelas para este ano, em relação à União a 27, apontam para uma taxa de desemprego na ordem dos 11,1%. Já para os países da moeda única, a taxa de desemprego deverá agravar-se para os 12,2%.
Já em 2014, a taxa de desemprego deverá ser de 12,1% na Zona Euro e de 11% na União Europeia.
No caso de Portugal, Bruxelas estima que a taxa de desemprego aumente para 17,3% em 2013, revendo em alta as suas estimativas até 2014.Para o próximo ano, a Comissão aponta assim para uma taxa de 16,8%.
Já no caso da Espanha e da Grécia, os dois países que tiveram taxas de desemprego mais elevadas da União Europeia, este ano ainda deverá ser de agravamento da tendência, já que Bruxelas, estima que o país vizinho registe uma taxa de desemprego na ordem dos 26,9% este ano. E a Grécia deverá terminar este ano com uma taxa de desemprego de 27%. Em 2014, a taxa de desemprego deverá descer ligeiramente nos dois países. Bruxelas espera que a Espanha tenha, em 2014, uma taxa de desemprego de 26,6% e a Grécia de 25,7%.
A Áustria, a Holanda, a Alemanha e o Luxemburgo são os países que registaram uma taxa de desemprego mais baixa ao nível da União Europeia. A Áustria deverá ter encerrado o ano passado com uma taxa de desemprego de 4,4%, este ano deverá registar 4,5% e no próximo ano 4,2%.
A Holanda terá registado uma taxa de desemprego no ano passado de 5,3%, sendo que este ano esse número deverá subir para os 6,3% e no próximo para os 6,5%.
A Comissão Europeia prevê que a Alemanha tenha encerrado 2012 com uma taxa de desemprego de 5,5% e este ano deverá registar 5,7% de taxa de desemprego e, em 2014, 5,6%.
A taxa de desemprego, no Luxemburgo, no ano passado, deverá ter-se situado nos 5%. Este ano, a taxa de desemprego deverá situar-se nos 5,4% e no próximo nos 5,7%.
PS acusa Governo de camuflar estatísticas de desemprego
Nuno Sá "suspeita" de operação de camuflagem de desempregados para diminuir artificialmente as estatísticas
DR
Nuno Sá denunciou este domingo suspeitar “fortemente” que o governo tenha organizado uma “operação estatística” nos centros de emprego para “varrer para debaixo do tapete” uma série de desempregados. O deputado socialista anunciou ir questionar o Governo sobre esta questão.
O deputado socialista tornou público ter tido conhecimento do facto de desempregados que foram chamados “aos milhares” para comparecerem pessoalmente nos centros de emprego “sob pena”, de, não o fazendo” serem excluídos das listas de desempregados neles inscritos.
"Tivemos relato de que milhares e milhares de pessoas estavam a ser convocadas para pessoalmente se deslocarem aos centros de emprego, sob pena de serem suspensas", afirmou o coordenador para as questões do emprego no grupo parlamentar do PS.
O deputado oposicionista alegou que, uma vez chegados ao centro de emprego, "não havia nada para oferecer às pessoas, nenhuma oferta de emprego, nem quaisquer dados para atualizar".
"Faz-nos suspeitar fortemente, com todos estes indícios, de que não foi mais do que uma mera operação estatística para varrer para debaixo do tapete os graves números do desemprego, porque chamam as pessoas para uma suposta atualização de dados e se não responderem desaparecem dos números do desemprego", acusou.
De acordo com o político socialista, as pessoas "são chamadas meramente para lhes poder ser marcada falta".
Nuno Sá reconheceu que o Instituto do Emprego e da Formação Profissional "faz controlos da situação de desemprego e da alteração dessa situação", mas disse que isso é feito por via postal. Prática normal Os desempregados, inscritos nos centros de emprego, têm por obrigação imposta por lei a de se apresentar de 15 em 15 dias no centro de emprego, sendo que em Lisboa o poderão fazer também na Associação de Comerciantes de Lisboa, que recentemente assinou um protocolo com o IEFP para garantir essa tarefa de controlo periódico dos desempregados.
Se faltarem a essas convocatórias, os desempregados correm o sério risco de deixar de ter direito a receber o subsídio de desemprego que lhes foi atribuído no momento da sua inscrição.
Esta é uma situação que muitos desempregados não entendem pois não lhes é apresentada nenhuma oportunidade de emprego ou de alternativas, limitando-se a registar a presença do desempregado inscrito e a ser-lhe marcada uma nova data de apresentação.
Com uma periodicidade mais alargada, os desempregados são convocados para apresentar as suas buscas ativas de emprego (presencial ou através da internet) e essas convocatórias chegam-lhes por correio.
A mão-de-obra qualificada a custos acessíveis e com forte aptidão para o domínio fluente de vários idiomas está a levar várias multinacionais a deslocalizarem para Portugal os seus centros de serviços. São cada vez mais as operações internacionais a trabalhar a partir do país em regime de proximidade (nearshore), gerando um número crescente de empregos.
O exemplo mais recente é da Altran que contratará este ano 40 a 60 novos colaboradores para a sua estrutura no Fundão.
O sector dos serviços de outsourcing tem sido notícia pelo seu potencial de criação de emprego em Portugal, em contraciclo com a conjuntura económica. O número de empresas que a partir do país prestam serviços para vários pontos do mundo está a ganhar expressão e Portugal é já apontado como um destino de excelência para a fixação de centros de serviços internacionais, sobretudo numa perspetiva de outsourcing de proximidade (nearshore). Somam-se no país os exemplos de sucesso de um sector cujo potencial de crescimento e criação de emprego é muito relevante.
A francesa Altran escolheu o Fundão para instalar o seu centro de serviços nearshore na área das tecnologias de informação, consolidando assim uma presença nacional de 15 anos. Com a nova estrutura que atuará à escala europeia, a empresa viabilizará até 2015 a criação de 120 novos postos de trabalho. Entre a 40 a 60 serão criados este ano, estando as candidaturas em aberto. Célia Reis, diretora geral da Altran Portugal, explica que “os processos de recrutamento vão depender dos projetos a iniciar e das necessidades que vão surgindo” acrescentando que a região do Fundão foi escolhida também pela “proximidade com universidades e politécnicos de referência que formam excelentes profissionais”.
No processo de recrutamento atualmente em curso a empresa procura perfis na área da engenharia informática, de telecomunicações ou eletrotécnica. Perfis recém-licenciados com um mais de um ano de experiência são admitidos como candidatos desde que possuam sólidos conhecimentos de francês (preferencial) ou inglês. A diretora geral esclarece que todo o processo está a ser conduzido a partir do site da empresa (www.altran.pt) e que “para além das competências técnicas, a Altran procura candidatos altamente motivados para projetos completos, aliciantes e com extraordinários skills pessoais e de comunicação”.
No ano passado a empresa recrutou 125 colaboradores, a maioria para projetos nacionais, uma vez que foi nomeada como centro nearshore de todo o grupo. Célia Reis admite que além das 120 vagas a criar até 2015, outras possam surgir uma vez que a Altran Portugal está a desenvolver outras áreas de negócio para as quais tem igualmente necessidades de recrutamento. Em Portugal, a empresa já integra uma equipa de 400 elementos, assumindo como ambição ser um empregador de referência de innovation makers, consultores e profissionais que têm nas TI o seu principal enfoque.
A partir de Portugal a Altran tem dado resposta às necessidades de clientes localizados em geografias próximas como França, Holanda ou Suíça. O alargamento a outros países faz parte dos planos da empresa que em 2012 somou com os projetos nearshore, liderados a partir de Portugal, cerca de um milhão de euros. Valor que deverá duplicar já este ano levando Célia Reis a reforçar a total aposta da empresa em Portugal como “plataforma de nearshore para deslocalizar projetos em sistemas de informação da Altran para toda a Europa”.
Uma estratégia que é comum a outras empresas que também apostaram no país com a mesma finalidade. A HP, IBM, Axa, Fujitsu, Reditus, Xerox, Degetel, Siemens, Cisco ou Microsoft são bom exemplos de implementação de centros de serviços europeus e mundiais na área das tecnologias de informação. Outros há, em setores tão distintos como o farmacêutico, seguros ou banca, com semelhante potencial de crescimento nacional. A francesa Artamis, a incubadora de empresas alemã Rocket Internet, a britânica Blip e francesa Lusotechnip estão com Portugal na mira e poderão criar várias centenas de empregos a médio prazo.
Na rota mundial do outsourcing
Portugal tem potencial para se tornar uma indústria de exportação mundial no domínio dos serviços de outsourcing, alavancando dessa forma os níveis de emprego no país. A conclusão é avançada no estudo “Portugal como Destino de Nearshore Outsourcing”, recentemente divulgado pela Asssociação Portugal Outsourcing que desde 2008 reúne as principais empresas do sector a operar em território nacional. Nos últimos anos, esta área de atividade tem vindo a ganhar maturidade no país com aplicação direta em setores tão diversos como as tecnologias de informação, a segurança, os recursos humanos, o trabalho temporário entre outros.
O crescimento destes serviços e o aumento da aposta das empresas em Portugal está sobretudo relacionado com as elevadas qualificações dos portugueses, os salários competitivos, a facilidade com que se encontram profissionais com fluência em línguas estrangeiras, os custos competitivos, o facto das empresas estarem focadas no mercado externo e nas exportações, para contrariar a crise interna.
No país somam-se os exemplos de implantação de estruturas bem sucedidas nesta área e, segundo o relatório, o aumento do desemprego pode ser aproveitado como uma oportunidade, devido à maior disponibilidade da mão-de-obra qualificada. Mas o relatório alerta para a importância de que esta maior disponibilidade, potenciadora da redução do preço do trabalho, não seja vista como uma vantagem, já que não é possível competir no radar internacional através de baixos salários.
Educação, saúde e
serviços públicos empregam três em cada cinco novos empregados
A Alemanha registou 41,9 milhões de
empregados no final de 2012, graças aos empregos na educação, saúde e serviços
públicos, que empregam três em cada cinco novos empregados, avança esta
terça-feira o jornal «El País». Isto numa altura em que Portugal se vê a braços
com um recorde, mas de desemprego. A taxa de desemprego nacional chegou 16,9% no
último trimestre.
De acordo com as contas do jornal, o número de
inscritos na Segurança Social alemã é o mais alto, face a todos os outros
trimestres desde a reunificação do país [1990].
Segundo o
instituto de estatística alemão, o número de pessoas com trabalho aumentou 0,8%
[chegou aos 320.000], face ao período homólogo, o que corresponde ao dobro do
aumento verificado nos três meses anteriores, de 0,4% [158.000 pessoas].
Mesmo assim,
a criação de emprego tem vindo a amenizar ao longo ano: no primeiro trimestre, o
crescimento foi de 1,4%, no segundo de 1,2% e no terceiro de 1,1%, devido a
contração vivida no seio da Europa.
Segundo o mesmo instituto, o sector produtivo
registou um aumento de emprego no período homólogo de 0,8% [61.000 pessoas], a
construção de 1,1% [28.000 pessoas] e a agricultura e pescas 0,6%[ isto é 4.000
pessoas].
Este separador foi criado para que fique a par do que pode fazer ao fim-de-semana na cidade de Lisboa ou fora dela. Conta com exposições, concertos, teatro, feiras, animações, workshops, visitas a museus, passeios aos ar livre e também viagens do tipo "Vá para fora cá dentro". Aproveite as sugestões que lhe dou e usufrua este fim-de-semana.
Acontece de 23 a 24 de Fevereiro
Sábado, 23 de Fevereiro
Sábados na Ribeira
Todos os 1ºs, 2ºs, 3ºs e 4ºs sábados, das 9h00 às 17h00, no Mercado Municipal
da Ribeira ( Av. 24 de Julho, em frente à estação de comboios do Cais do
Sodré) pode encontrar arte, artesanato, livros e antiguidades.
Trabalhos em materiais reciclados, microcalçada portuguesa, peças de vestuário
executadas segundo a técnica de feltragem, joalharia e bijutaria de autor,
trabalhos em couro, vários trabalhos na área do têxtil, peças de cerâmica
decorativa e figurativa, orimuno (dobragem em tecido), sabonetes artesanais,
azeites, vinagres, licores, compotas, biscoitos e rebuçados; pintura, desenho,
gravura, ilustração e fotografia; porcelanas e vidros antigos, equipamento
fotográfico e máquinas de escrever antigos, coleccionismo e velharias; livros e
outras publicações usadas/antigas - são exemplos do que pode encontrar nos
Sábados da Ribeira.
Exposição "Afinal era Uma Borboleta" de João
Queiroz
A exposição
"Afinal era Uma Borboleta", de João Queiroz, pode ser visitada até dia 3 de Março no Pavilhão Branco do Museu
da Cidade e a entrada é gratuita.
Horário: terça a
domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.
Encerra segundas e
feriados.
Visitas guiadas: 218 170 179.
Domingo, 24 de Fevereiro
Exposição Interiores: 100 anos de arquitetura de interiores em Portugal
Vá até ao MUDE – Museu do Design e da Moda- e veja a exposição INTERIORES: 100 anos de arquitetura de interiores em
Portugal, uma perspectiva da historia e evolução do design e da arquitetura dos
espaços interiores entre 1990 e 1999. A entrada gratuida e pode ser visitada até 28 de Abril.
Esta é uma mostra organizada
em 10 núcleos cronológicos correspondentes a cada década onde se evocam alguns
dos espaços projetados por Álvaro Siza Vieira, Alberto Caetano, António Pedro
Portugal Mendonça & Manuel Maria Reis, Conceição Silva, Cristino da Silva,
Cassiano Branco, Daciano Costa, Eduardo Afonso Dias, Egas José Vieira, Fernando
Távora, Fernando Salvador e Margarida Grácio Nunes, Luís Bevilacqua, Marques da
Silva, Manuel Graça Dias, Raul Lino, Tomás Taveira ou Ventura Terra.
A exposição permite
retratar a evolução dos materiais e dos conceitos através de reconstituições
fotográficas e tridimensionais. Além dos núcleos, estarão também expostos
alguns objectos e mobiliário concebidos para outros espaços, provenientes de
colecções privadas e públicas.
Através desta
selecção, podemos conhecer um pouco melhor o gosto, as linguagens e a cultura
arquitetónica de cada tempo, em articulação com os diferentes contextos
socioeconómicos. Mas também avaliar as diferentes respostas dadas a questões
como o bem-estar, a privacidade e segurança, o conforto e a qualidade estética
ou a forma como foram sendo equacionados os novos materiais, técnicas,
equipamentos e dispositivos.
Acontece em Óbidos
Festival do Chocolate de Óbidos pode ser aprecido de 22 de Fevereiro a 17 de Março de sexta a domingo e a entrada é paga.
Chocolate de todas as variedades e confeccionado de mil e uma maneiras farão as delícias dos visitantes da vila de Óbidos, que volta a acolher o Festival Internacional do Chocolate.
A programação inclui prestigiados concursos: Concurso Internacional de Receitas de Chocolate, Concurso Chocolatier do Ano e Concurso de Montras de Chocolate, nos quais participarão profissionais e não profissionais.
Para o público em geral, o ponto obrigatório deste Festival é a Exposição de Esculturas, verdadeiras obras artísticas em chocolate, dedicadas ao tema “Património Histórico de Óbidos”, realizadas por profissionais da área alimentar que exemplificam as suas perícias na área da doçaria e chocolateria.
A pensar na diversão dos mais novos durante o Festival, A Casa de Chocolate das Crianças, proporciona aos mais pequenos diversas actividades como jogos, pinturas e outras brincadeiras.